De acordo com a defesa civil estadual, 225 pessoas morreram e mais de cinco mil estão desabrigados e desalojados na cidade.
Áreas de Nova Friburgo ainda estão isoladas três dias depois da tragédia. Em muitos lugares, o resgate só é feito de helicóptero. As estradas estão em péssimas condições e o socorro a quem precisa demora a chegar.
No km 66 da estrada que liga Teresópolis a Friburgo, parte da pista cedeu. Uma enorme rachadura no asfalto indica que há perigo. Nossa equipe só teve autorização para passar com um carro da Defesa Civil, que seguia para mais um chamado.
Um dos desaparecidos é o ex-prefeito de Nova Friburgo, Paulo Azevedo. Ele estava em casa quando tudo veio abaixo. A família implora por ajuda. Também estão desaparecidos a esposa e o filho do caseiro, de cinco anos.
A busca por alimentos também é complicada. Um supermercado fechou as portas ontem à noite, depois que a água invadiu o prédio. Nos bares, os balcões ficaram vazios. Também está difícil abastecer. Em um posto as bombas de combustível foram destruídas. Faltam taxis e muitos seguiam a pé.
Falta água em mais da metade das casas. “Não tem lugar para comprar água. Teve aqui um carro vendendo água, mas dez minutos depois acabou. Tá dificil”, conta o chaveiro João Rocha.
Da janela do apartamento, o morador Jonatan Gabeta registrou o momento em que parte do morro veio abaixo e atingiu as casas. Em seguida, a cena se repete, a poucos metros do primeiro desmoronamento.






